[vc_row][vc_column][vc_custom_heading text=”A Busca de ED” font_container=”tag:h1|font_size:35|text_align:left|color:%23af6611″ use_theme_fonts=”yes”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/3″][vc_custom_heading text=”Autora Melissa Gimenes” font_container=”tag:h3|font_size:20|text_align:left|color:%23af6611″ use_theme_fonts=”yes” link=”url:http%3A%2F%2Fgurusnaweb.com.br%2Fbreve-2%2F|||”][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_custom_heading text=”Co-autor Jaime Benedetti” font_container=”tag:h3|font_size:20|text_align:left|color:%23af6611″ use_theme_fonts=”yes” link=”url:http%3A%2F%2Fgurusnaweb.com.br%2Fjaime-benedetti%2F|||”][/vc_column][vc_column width=”1/3″][vc_custom_heading text=”Co-autora Ingrid Dalila Engel” font_container=”tag:h3|font_size:20|text_align:left|color:%23af6611″ use_theme_fonts=”yes” link=”url:http%3A%2F%2Fgurusnaweb.com.br%2Fingrid-dalila-engel%2F|||”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_single_image image=”628″ img_size=”full” alignment=”center” style=”vc_box_shadow_3d”][vc_custom_heading text=”A Saga do Despertar” font_container=”tag:h2|font_size:35|text_align:right|color:%23af6611″ use_theme_fonts=”yes”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_separator color=”chino” border_width=”3″][vc_column_text]

“A Ordem Divina não está em caos, esse movimento planetário é necessário para a evolução do planeta e da humanidade.  É a volta da Roda da Vida….”

[/vc_column_text][vc_separator color=”chino” border_width=”3″][vc_column_text] voltou a morada de Myra ao anoitecer, levando o prato de comida da mãe de Myra, Sylla,  ela o recebeu dizendo que chegou em boa hora, oferecendo uma sopa na hora da ceia, Ed aceitou, com um pedaço de pão e um copo de água fresca.

Então perguntou se Sylla não tinha marido, o que havia acontecido, Sylla desviara o assunto, diante dos outros dois filhos, pois já havia perdido muitos, eram para ter seis filhos, mas só vingara Myra e mais dois. Saul e Mayra eram mais novos, Ed ficara sem jeito, pois Mayra levantou-se da mesa e foi chorar no aposento de dormir, mostrando certo desequilíbrio, Myra foi socorrer a irmã, que gritou com ela para que saísse, assustado, Ed saiu da morada, Myra foi ao seu encontro:

-Ed não vá embora, não é sua culpa, Mayra é assim, ela tem um certo desequilíbrio, ela sente falta dele, ela sente.

-Falta de seu pai?

– Sim, é dele sim..

– O que houve com ele, foi para a guerra?

-Não, ele não foi para a guerra, eu não posso dizer, ela me culpa, me culpa por termos que ter vindo para cá, por termos que ter vindo para este lugar, por ter deixado a vida de conforto que tínhamos.  Mas ele não, ele ficou lá, não abriu mão da riqueza e do conforto, ele nos trouxe pra cá e disse que acabou com todos nós, e que fez o certo e justo, e conseguiu um bom cargo, está rico, e arrumou ainda uma nova família, é a única coisa que posso dizer agora.

– o que está dizendo está muito confuso.

.-não posso dizer mais do que eu disse, mas para ele, é como se estivéssemos mortos, e para nós, como se ele tivesse morto também.

-Sinto muito!

-Eu sei que sentes, tens bom coração, e eu tenho a sensação que já nos conhecemos.

Ed não falou nada, deu aquele sorriso de canto, acenou com a cabeça em despedida e se retirou.

O que teria por trás do mistério daquele pai e daquela família, pelo quê aquela irmã à culparia, porque um pai levaria a família toda para aquele lugar e daria todos como mortos, parecia que aquele povoado estava escondido de todos, naquele lugar, esquecidos, sem identidade, à espera de serem resgatados das sombras e das das cinzas, ED teria que descobrir a última pista que recebera, que era naquele lugar que o grande amor da sua vida estaria.

Ed sofrera muito na juventude, quando conhecera o grande amor de sua vida, Ed era um rapaz jovem e aventureiro, cheio de sonhos, galanteador, belo, sonhava em viajar, desbravar o mundo, adorava o instinto de liberdade, as moças adoravam sua alegria, seus encantos, sua beleza. Ed adorava contar histórias e escrever, encantava a todas com poemas e contos, muitas rodas de amizades, as pessoas adoravam ficar horas ouvindo suas histórias, mas tinha um pai muito severo que o obrigou a estudar para ser um professor, um seminarista, queria que fosse um professor, filósofo, escritor ou historiador. 

ED, acabara por influência paterna, indo para um colégio interno religioso, onde o que fazia era escrever, escrever e escrever, descobrindo o dom da escrita onde poderia viajar pelo mundo dos seus maiores sonhos, onde escondia suas fantasias e seus maiores desejos.

ED fora envolvido por um ensino religioso, para o orgulho de seus pais, queria até virar um padre um jesuíta, se aprofundar nos estudos religiosos, na filosofia, nos estudos comportamentais se tornara uma pessoa serena e sem pecados mundanos, outra pessoa, totalmente diferente do ED de outrora, já com seus 25 anos, mas ED começou a ver uma inquietude em relação aos padres, e em relação a uma mulher em especial, que vivia em um vilarejo ali próximo, e que estava cometendo a prática de feitiçaria como curandeira, e ela teria que ser banida, ED ficara assustado e fora acompanhá-los pela morada da tal mulher acusada de feitiçaria..

Chegaram em uma morada simples, havia uma bela jovem varrendo a entrada da casa que estava cheia de folhagens, que haviam caído das árvores devido ao outono, quando ela viu as vestes dos religiosos ela se curvara dizendo: senhores o que desejam?

-Queremos falar com a senhora que habita esta morada, e que é acusada pela prática de feitiçaria!

-senhor a minha mãe é uma rezadeira, faz cura com chás e ervas nada mais, não e feitiçaria.

-Ela terá que sair da cidade ou será banida.

-Piedade senhor, por ela e por minha irmã, piedade!

-Tens uma irmã feiticeira também?

-Sim, ela ajuda minha mãe.

Aqueles sacerdotes entraram na morada, olharam aquela senhora e a pegaram pelo braço, olharam para a irmã, muito parecida com aquela que varrera a entrada da morada e a levou dali.

Ambas gritavam por ajuda, ED ficara sem ação, foi com os dois sacerdotes e às levaram para parte interna daquele mosteiro, as trancafiaram em salas separadas, onde foram interrogadas, a mamãe confessara que tinha visões e que tratava as pessoas com banhos de ervas, chás e unguentos; a filha dizia apenas ajudar a mãe, mas não ter visões e dom algum, negava tudo, não compreendia porque a irmã, que tanto amava, havia lhe entregue daquele modo.

ED estava angustiado, andava em seus aposentos atordoado, não conseguia tirar de sua mente a imagem daquela jovem presa, na madrugada desceu para aquele lugar escuro, acendeu uma tocha colocando entre as grades e iluminando onde a jovem estava, perguntando-lhe:

-Por piedade diga-me a verdade, és uma feiticeira igual a sua mãe?

-Não, eu não sou!

-diga-me como a ajudava?

-Mamãe tem muitas dores, dores nos corpo e nas juntas, ela pouco se abaixa, eu apenas a ajudava com os unguentos e com os chás, somente isso.

-não a vejo como feiticeira, és tão linda, tão pura, sua face diante da chama da vela brilha como o sol.

-que belas suas palavras, és um sacerdote treinado para ser um caçador de bruxas feiticeiras?

-Eles não sabem, eles acham que eu sou um sacerdote, talvez eu seja, mas eu não sou e não serei um caçador de feiticeira ou bruxas, eu não serei um caçador do mal, eu sou na verdade um caçador de sacerdotisas, e eu vou te dizer que eu a encontrei, és a minha sacerdotisa, eu te encontrei meu sol, minha sacerdotisa, e eu vou resgatá-la, eu irei tirá-la daqui.

Os olhos daquela linda jovem iluminada pela chama da vela se encheram de lágrimas e de uma emoção desconhecida, seu coração acelerava e enchera de esperança, uma esperança desconhecida, ED era o seu sacerdote, era seu salvador, era o seu caçador, era o homem que a salvaria, era o grande e único amor de sua vida.

A jovem irmã que varrera a folhagem da calçada estava na morada sozinha,  à noite recebera seu noivo, que lhe perguntou:

-onde está sua mãe e sua irmã?

-Estou tão triste, vós fazes parte da guarda real meu querido noivo, interceda por minha mãe, por piedade, ela foi acusada de feitiçaria e junto com minha irmã, foram levadas.

-não, isso não poderá ficar assim, vou tirá-las de lá, amanhã cuidarei disso.

– quanto a idade de sua mãe, eu conseguirei, agora sua irmã, você sabe que não tenho tanta influência .

-Eu sei meu amor, se não conseguir o que acha que acontecerá com ela?

-Poderá ser trancafiada em um convento.

-Eu amo minha irmã, não o permita.

-Meu amor, se isso acontecer, eu prometo que nos casaremos e que juntos cuidaremos de sua mãe.

A irmã jovem sorriu, tinha certeza que seu noivo, pela influência que possuía diante da guarda real, libertaria sua mãe e evitaria que o pior acontecesse na vida de sua pobre e adorada irmã.

 

ED acordou ansioso por saber notícias das prisioneiras, ambas estavam sendo interrogadas com castigos severos, ED, quando as defendia era repreendido com palavras, começara a repensar sobre tudo o que aprendera até ali, vendo os interesses próprios dos religiosos, queria um meio de tirá-las dali sem causar suspeitas.

Alguns dias se passaram, um chefe da guarda real adentrou com o noivo da jovem e tirou a mãe de sua noiva do cárcere, a mãe pediu para ver a filha aprisionada, emocionada a filha disse:

-Mamãe, querida mãe, graças ao divino estas liberta, meu futuro cunhado serei-lhe grata por toda eternidade, cuida de minha mãezinha por mim, diga a minha irmã que a amo, que a amo, mamãe a amarei por toda a minha vida; o que acontecerá comigo? diga-me o que acontecerá?

E o cunhado disse:

-Eu cuidei de sua liberdade, não bem uma liberdade, ao menos não será sacrificada, estará segura e será abençoada, terá uma nova chance, aceite, é para vosso bem, vamos cuidar de sua mãe, sejas feliz!

A jovem jogou se ao chão em prantos, ED a viu sendo tirada por dois homens daquela prisão e sendo levada para fora dali, então viu o sacerdote chamar um homem de vestes verdes escuras e capuz com uma espada na cintura.

Leve-a para esse lugar…

-Senhor, é uma viagem por terra e por mar, é muito distante, como chegaremos até lá? é muito perigosa, muitas embarcações se perderam por lá.

– Eu sei que és o melhor desbravador que eu já conheci, és guiado pelo vento, pelo cheiro, tem bom faro como lobo e como os animais, lhe recompenso para achar lugares desconhecidos, leve-a onde nunca alguém há de encontrá-la.

– Sim, eminência!

-Vá!

Aquele homem saiu imediatamente.

Olhou o semblante sofrido daquela jovem e disse:

-Senhora, está confortável, tem água e comida, sinto muito.

-não tens culpa! Para onde está me levando?

-Perdoe-me, eu não sei.

A Longa viagem seguiu em silêncio, aquele homem, com tristeza, a levaria, ED estava triste não conseguira ver o rosto e nem saber o nome do homem que levara o grande amor de sua vida.

A Jovem irmã levara com noivo a mãe para casa, ela ajudaria a mãe, que continuaria curando as pessoas com seu dom, que era considerado feitiçaria, agora protegida pelo noivo da guarda real, o casamento logo aconteceria.

 

Ed mal dormira aquela noite, a noite foi longa, demorava a passar, tamanha angústia lhe tomava devido às lembranças que não saiam de sua mente, sentia-se enfraquecer, anos de procura, procurava saber para onde havia partido, aquele estranho homem com a sua sacerdotisa, ficara por anos investigando a família de sua amada, assistira mesmo de longe o casamento de sua irmã com o homem da guarda real, eles habitavam a mesma morada e a irmã acabara fazendo os mesmos trabalhos da mãe de cura na cidade, ninguém a punia devido a segurança de seu genro, que tinha certo cargo de mérito na guarda e respeito no conselho missionário.

Certo dia fora perguntar à mãe, notícias de sua outra filha, e esta com certo orgulho disse que a filha estava bem e que recebera um carta da filha dizendo que estava feliz e habitava um convento e seguira no caminho da religiosidade.

Ed perguntara o local e a mãe pediu para que ele deixasse que a filha seguisse a escolha de seu destino, e ainda lhe disse que ele encontraria uma mulher que desposaria e lhe daria uma bela filha.   

Ed, tomado por certa tristeza nunca se conformou, mas anos depois, por volta de seus 32 anos, conhecera uma jovem que vivia com um agricultor, que se encanta por ele, devido a grande solidão e angústia que sentia, resolveu dar uma chance ao seu coração e influenciado pelas palavras da sábia curandeira, acabara por desposar a filha do agricultor em oito meses, que lhe dera uma bela filha, mas seu enlace durou somente oito anos, pois ED ficara por anos construindo sua embarcação com um único sonho, reencontrar o grande amor de sua vida e investigando os lugares mais distantes, para onde ela poderia ter sido levada,  nunca perdera a esperança, embora sentisse um carinho enorme por sua esposa e um amor puro e verdadeiro por sua querida filha, cujo nome era Sollara.

Sua esposa Ingra, estava totalmente revoltada, achava-o louco, dizia que se ele entrasse naquele barco era para ele esquecer que ela e a filha existiam, dizia que ficaria com a terra, com a morada e com tudo, Ed dizia: a única coisa que quero levar é a minha roupa do corpo e o amor que eu tenho da minha filha.

Ingra sabia que ele não a amava, achou suas anotações e descobriu suas lamentações, viu seus mapas e rascunhos onde procurava incessantemente caminhos e trilhas onde poderia encontrar a tal, ilha perdida, como chamavam onde escondiam as pessoas que não poderiam conviver com a sociedade.

 

Amanheceu o dia, ED olhava as aves que sobrevoavam as águas em busca de peixes, ao olhar para o lado, encontrara Myra, com braços abertos e olhos fechados sentindo a brisa da manhã, la estava ela movimentando os lábios. balbuciando palavras que não se entendiam, Ed se aproxima, Myra deu-lhe um belo sorriso .

-Bom dia Ed, a noite foi longa!

-Bom dia Myra, como sabes?

– Eu não dormi!

Ed olhou-me com certa indignação.

-Quando irá me contar o que veio fazer nesse lugar, Ed?

-Eu ja disse, o acidente e a tempestade me trouxeram para esse lugar.

-Não trouxeram! -esta mentindo!- quem procuras? -eu poderia ajudar.

Ed respirou fundo dizendo:

-Myra, não és uma pessoa comum.

-O que quer dizer com isso?

– Eu não confiaria a minha vida a ninguém, mas vejo que és sozinha , não tens amigos, conversas com o mar, tens o dom da cura, gosta de crianças, embora elas se assustem com sua presença, é diferente, parece olhar no fundo de nossa alma e ver nossos pensamentos e sentimentos mais profundos.

-Esqueceu de falar que eu salvei sua vida de um quase afogamento, que cuidei de suas feridas e o mais importante, que estava lhe esperando e eu ainda não descobri o porquê.

-Por piedade, deixe-me pensar!

-Terás todo o tempo do mundo, espere Ed, olhe pra baixo!

-Quem é?

-É o desbravador, está trazendo outra infeliz para esse lugar, misericórdia, esse homem me causa arrepios.

Ed levantou-se, conhecia aquela roupagem, parecia com a daquele homem que levara o grande amor de sua vida, Myra puxou Ed para baixo dizendo:

Abaixe-se, eu queria tanto descobrir onde fica o lugar onde eles levam essas mulheres, veja Ed, são três, faz muito tempo que ele não aparece por aqui.

Ed ficara atordoado, entrou no barco empalidecido, Myra olhou-o assustada .

-o que houve me diga!

-Aquele homem!

-É conhecido como o desbravador, há anos ele traz mulheres de barco para cá e segue viagem, não sabemos o que ele faz com elas, se as executa, se às interna em algum lugar, não sabemos de onde ele vem, apenas o chamamos assim porque é assim que ele se apresenta, ele não mostra a face, sempre usa essas vestimentas e cobre o rosto com esse capuz e usa essa capa.

-Eu vim para esse lugar à procura desse homem!

-ED, como eu não pensei nisso, ele trouxe para esse lugar o grande amor da sua vida!

ED deixou as lágrimas caírem de seus olhos, Myra o abraçava dizendo que iria ajudá-lo a encontrar o grande amor de sua vida, para que o sol voltasse a brilhar em sua vida, Ed, diante das palavras de Myra, chorau ainda mais, deixando a emoção, trancada por muitos anos,  sair. Como Myra poderia saber que ED procurava o seu grande amor e chamava-a de Sol de sua Vida?

O desbravador seguira viagem com mais três mulheres para aquele lugar, estava cansado, olhando uma delas apavorada, com olhos lindos da cor do céu, que implorava por sua liberdade, pedindo para se comover diante de suas palavras.

-Clemência senhor, lhe peço clemência, liberte-me, eu não fiz o que falam de mim, meu padrasto me castigou por anos, eu não aguentava mais seus maus tratos, sou inocente, não me execute e não me prenda em nenhum lugar, liberte-me, por piedade.

-Coma e beba dessa água, nada sei de sua história.

-Ele nos trata como animais, disse a mais velha.

-Não, ele apenas é mandado! disse a outra.

-tenho certeza que ele tem bom coração, disse a dos olhos azuis da cor do céu, também a mais jovem.

-calem-se e comam!

-A viagem seguirá.

-Diga-me, porque trabalha com isso?

-Não existe um porque.

-És feliz, homem? -Achas que a felicidade existe?

-Não neste mundo!

-hahahaha!

-vamos seguir a viagem em silêncio!

A noite caiu, acamparam perto de umas grutas e cavernas, o desbravador levara água e alimentos que davam para mais três dias, olhava o semblante daquelas mulheres, uma mais velha, cansada pela vida judiada pelo tempo, talvez o convento fosse a melhor saída, a outra era de meia idade, mais forte, a vida lhe daria uma chance a mais, jovem linda e muito sofrida, embora tivesse um futuro pela frente, logo se arranjaria por sua beleza, encontraria alguém que a desposaria rapidamente, ou poderia sofrer muito e ser usada por muitos homens, o coração do desbravador começou a amolecer, mal dormia a madrugada caira, antes do sol nascer foi até a mais jovem e a desamarrou acordando-a.

-Estou te libertando, peço que vá!

-Como , para onde?

-Volte para a cidade, perto das pedras, é um pouco longe daqui, tem alimento para três dias e água, vou dizer às outras que fugiste!

-Não! -tenho medo, me leve com você!

– Enlouqueceu, eu não posso ser visto contigo, serei punido, pedirão minha cabeça!

– Eu ficarei escondida aqui nesta gruta até que voltes para me resgatar, deixe elas em seu destino, eu ficarei aguardando a sua volta.

-E se eu não voltar?

-Esperarei três dias, como combinado.

-Está certo, mas porque quer ir comigo, todos me temem?

-Porque tens bom coração!

O desbravador tirou suas mãos de seu rosto, ela acariciava sua barba cerrada, os olhos daquela mulher eram os olhos mais lindos que já vira, o desbravador sentiu seu coração acelerar, um arrepio desconhecido em seu corpo, um perfume de lírio que só ele sentira e que lembrava o perfume se sua falecida mãe, ele sentia que tinha que salvar aquela mulher e que voltaria para buscá-la, a bela mulher dos olhos da cor do céu se escondera no fundo da gruta.

Amanhecera o dia, as outras mulheres acordaram dando por falta da jovem, o desbravador se mostrara enfurecido dizendo que ela havia se desamarrado e fugido ao cair da noite, ambas sorriram e ficaram felizes com a fuga da jovem, e estavam felizes porque queriam que o desbravador fosse punido.

O desbravador seguira mais três dias de viagem, chegando ao mosteiro foi punido por ter levado somente duas, estava com medo de que a tal punição atrasasse a busca da terceira mulher que o esperava na gruta.

E assim foi,  a punição o deixou preso por uma semana e passara por um julgamento com severidade, mas fora absolvido, teria que fazer uma busca pela tal jovem, e se houvesse outra perda seria banido totalmente, com tortura e condenação de morte, o desbravador, acabara voltando tarde demais a gruta, chegando no local seu coração partira, a jovem linda dos olhos azuis não estava mais lá, ele começaria a busca, mas não para entregá-la, mas sim para cuidá-la, pois estava completamente apaixonado por seu olhar e por suas doces palavras como nunca tivera antes por nenhuma mulher que encontrara em sua vida, pois nunca havia olhado para alguma mulher com tais sentimentos antes.  

 

 

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